
O furacão Ian atravessou Cuba afetando 3 milhões de pessoas incluindo 500 mil crianças e 700 mil idosos e seguiu para a costa dos Estados Unidos, no Golfo da Florida, onde chegou nesta quarta-feira (28). O Sistema das Nações Unidas em Cuba informou que está cooperando com o governo cubano para atender os atingidos pelo desastre natural.

Primeiro evento desta magnitude em 30 anos
Ian chegou à ilha caribenha com ventos de até 205km/h atingindo a província de Pinar del Río e a Ilha da Juventude, que abriga mais de 583 mil pessoas, no oeste de Cuba. Os estragos foram sentidos também na província de Artemisa e na capital do país, Havana.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz Canel, disse que a destruição é significativa. O furacão produziu impactos que duraram oito horas. Os serviços de comunicação e agricultura também foram danificados e milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica.
Região de produção de tabaco e feijão
Pinar del Río, a província mais afetada, produz 75% do tabaco cubano e concentra 40% da produção de feijão do país. É a primeira vez, em 30 anos, que a área é atingida por um evento desta magnitude.
Segundo agências de notícias, a eletricidade está sendo restaurada em partes das áreas afetadas, mas uma das principais torres de energia ainda estava desconectada quando fechamos esta matéria.
Duas pessoas morreram com a passagem do furacão
O furacão Ian ganhou força com ventos de até 250km/h após atravessar a ilha caribenha e prosseguiu para a Flórida como furacão na categoria 4. 3 mi. O metereologista norte-americano Mike Bettes registrou em seu twitter um vídeo onde mostra o efeito devastador do furacão Ian, na costa da Florida na praia de Fort Myers (https://twitter.com/i/status/1575180210219139080)
*Com informações da Agência ONU News e Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC)




