FIOL, modal ferroviário amplia conexão da Bahia com outros estados

 

A Ferrovia da Integração Oeste-Leste (FIOL) tem extensão de 1.527 km, sendo 1.100 km no estado da Bahia. 

“Quando pronta, será um grande indutor do desenvolvimento e importante corredor logístico e de exportação para o país, com a possibilidade de integração futura com a Ferrovia Norte-Sul e com a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO)”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida.

A FIOL 1, com trecho concedido a BAMIN interliga os municípios de Caetité a Ilhéus (537 km). A BAMIN assinou contrato de concessão (por 35 anos) com o Ministério dos Transportes em setembro de 2021. 

É um dos principais projetos de infraestrutura em construção no país, fundamental para a mineração e o agronegócio na Bahia”, acrescenta o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia.

Escoamento da produção de minério

A FIOL 1 tem capacidade para movimentar 60 milhões de toneladas/ano, sendo 40% desse potencial a serem utilizados pela BAMIN para o transporte do minério de ferro produzido pela Mina Pedra de Ferro,  e 60% restante para o escoamento da produção de outras mineradoras, do agronegócio e demais segmentos.

O Trecho 1 de Ilhéus a Caetité, tem 24 municípios baianos em sua área de influência (19 diretos e 05 indiretos): Ilhéus, Uruçuca, Aiquara, Aurelino Leal, Barra do Rocha, Ubatã, Ipiaú, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Itagi, Jequié, Manoel Vitorino, Mirante, Tanhaçu, Contendas do Sincorá, Barra da Estiva, Aracatu, Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Lagoa Real, Rio do Antônio, Ibiassucê e Caetité.

A ferrovia  emprega atualmente 630 pessoas (80% moradores dos municípios circunvizinhos).

É composta por quatro lotes de construção: 01F, 02F, 03F e 04F. Ao todo serão investidos R$ 3,3 bilhões no trecho 1 (em 35 anos).

Desse total, R$ 1,6 bilhão será utilizado já para a conclusão das obras do trecho. A previsão de estar concluída é em 2027, segundo o Governo da Bahia.

FIOL 2

Fiol 2 foi inserida no Novo Pac. Foto: ANTT

Já a FIOL 2, de Caetité a Barreiras (485km) possui quatro lotes.

Foi recentemente inserida no Novo PAC, como prioridade de investimentos do Governo Federal, com investimentos de R$ 1,5 bilhão. 

Em planejamento, novo traçado 

O trecho 3/FIOL 3 está em planejamento no Governo Federal, e vai conectar o município de Barreiras até Água Boa-MT, passando por Mara Rosa-GO.

O Ministério dos Transportes planeja fazer a licitação do trecho 3 da Fiol no primeiro semestre de 2024. O trecho 3 conectará o Oeste da Bahia – importante polo do agronegócio na Bahia – à Ferrovia Norte-Sul.

2024, Porto Sul a caminho

Para o próximo ano, com 100% licenciado pelos órgãos governamentais, a instalação de porto offshore, no litoral norte de Ilhéus, tem a capacidade de até 42 milhões de ton/ano. 

O terminal de águas profundas poderá movimentar navios com capacidade de até 250 mil toneladas (dwt), 330 metros de comprimento e calado de 18,3 metros com carga completa.

O porto disponibilizará capacidade para outras cargas (grãos, fertilizantes, combustíveis e outros bens minerais) e será o primeiro porto do Nordeste a receber navios com capacidade de até 250 mil toneladas.

O investimento total previsto é de R$ 2,6 bilhões.

Em 2022 as obras iniciais de acesso/sistema viário foram concluídas.

Os investimentos ultrapassam R$ 300 milhões (projetos e engenharia, obras, programas ambientais e sociais e serviços administrativos), com geração de 1.000 pessoas (80% da região). A previsão para conclusão das obras do terminal é 2026. 

Segundo o Governo da Bahia, a área do TUP está com 90% da desapropriação concluída. As 10% restantes já estão judicializadas e com imissões provisórias na posse em andamento.

Previsão de regularizar toda a estrutura é em junho de 2024.

Alinhamento com o Governo Federal

“Sob a liderança de Jerônimo Rodrigues, a Bahia faz a sua parte, contribui e potencializa a retomada do crescimento, melhora a infraestrutura e atrai investimentos privados, gerando desenvolvimento, empregos e renda”.

Angelo Almeida destaca ainda o alinhamento propositivo entre a política econômica do Governo Federal e as ações articuladas pelo Governo da Bahia.

 “Tivemos um grande hiato de investimento federal entre o governo Temer e o de Bolsonaro. Avaliamos que a partir da eleição do presidente Lula, a Bahia volta a ser protagonista no Nordeste, na geração de emprego e renda”, pontua Almeida.

Bahia sem fome

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia lembra ainda que, nos últimos seis anos, o Brasil retornou ao mapa da fome. Na Bahia, 1,8 milhão de pessoas vivem em insegurança alimentar grave. 

Desde o início da gestão, para enfrentar o desafio, o Estado criou o programa social, o Bahia Sem Fome, que já arrecadou 900 toneladas de alimentos (750 toneladas já chegaram aos pratos de quem mais precisava em 170 municípios).

Já são 4.400 organizações cadastradas para receberem doações em 350 municípios (690 organizações já receberam).

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), divulgado em 14/07/23, afirma que a Bahia é destaque nacional na redução da pobreza. 

No Bolsa Família 2,6 milhões de famílias são beneficiadas pelo programa. UAporte: R$ 1,8 bilhão/mês na economia baiana. 

*Parte do conteúdo especial elaborado pelo EJ para edição 203, da Revista Nordeste, sobre o balanço de investimentos do governo da Bahia, em 2023

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Luciana Leão

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