2023: uma jornada de renovação rumo à transição da matriz energética

Ponte Salvador-Itaparica, montadora chinesa BYD, Atlas de H2V, Bahia sem Fome, novas usinas de energia renovável,  mais investimentos em educação são alguns dos projetos alcançados pelo Governo da Bahia

 

Se depender do Governo da Bahia, o ano de 2024 já inicia com vários projetos saindo da esfera dos protocolos e passam a ser realidade na economia baiana.

A começar pela chegada da atual líder mundial de produção de carros elétricos, a chinesa BYD, com previsão de inaugurar sua unidade no Brasil, no Complexo de Camaçari, em 2024.

A montadora chinesa terá capacidade de produzir 150 mil veículos/ano e abastecerá o mercado latino-americano. Serão cinco mil empregos diretos e indiretos gerados.

Dos ventos ao sol

Imagens aéreas do Parque Eólico de Guanambi.
Foto: Paula Fróes/GOVBA

2023 também colocou o estado nordestino como líder nacional em produção de energia eólica, com 33% de toda energia eólica produzida no país.

De acordo com números apresentados pelo Governo, são 294 usinas em operação; 65 em construção e 218 a iniciar o que resulta numa potência outorgada de 8,16 GW (isso é o que está em operação), e capacidade de abastecer 20 milhões de residências, ou seja, 56 milhões de pessoas.

Os números também são destaques no campo da energia fotovoltaica.

Atualmente, na Bahia, a produção responde por 20% de toda energia solar produzida no país.

São 71 usinas em operação; 7 em construção e 556 a iniciar, com potência outorgada: 2,05 GW (usinas em operação) e capacidade de abastecer 3 milhões de residências ou 9 milhões de pessoas.

“Diria que 2023 foi um ano surpreendente. Bahia se consolida como um estado capaz de oferecer soluções em direção ao que o mundo aguarda, a descarbonização e uma transição segura para uma matriz energética limpa”, ressalta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, em entrevista à Nordeste.

Atlas do Hidrogênio Verde

Foi durante a participação na Cúpula do Clima, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que o Governo da Bahia fez o lançamento mundial do Atlas do Hidrogênio Verde.

“Fomos pioneiros e colocamos naquele momento, para o mundo, um instrumento, com base científica, para mostrar nossa capacidade de produção do hidrogênio verde”, acrescenta.

“Se o Hidrogênio Verde é o combustível do futuro, a Bahia será a “arábia” do século XXI”, pontua Angelo Almeida, ao fazer uma analogia aos líderes de produção de Petróleo.

Almeida lembra que o Atlas do Hidrogênio Verde é uma continuidade das iniciativas empreendidas por governos anteriores.

“O ex-governador Jaques Wagner iniciou esse trabalho já pensando nas mudanças climáticas e lançou um Atlas da Energia Eólica. Na sequência, Rui Costa entregou à Bahia e ao Brasil um Atlas da Energia Solar. Esses dois atlas fizeram com que os investimentos baianos, e de fora do estado, nos colocassem numa posição bastante favorável na geração e na distribuição dessas energias renováveis”, acrescentou.

Facilitador do planejamento e de pesquisas

A elaboração do atlas foi uma parceria entre Governo do Estado e Senai Cimatec, com objetivo de realizar análises para o desenvolvimento da economia do hidrogênio verde na Bahia. O estudo pretende ser um guia para facilitar o planejamento de projetos e pesquisas com hidrogênio no estado.

O atlas baiano identifica regiões preferenciais no estado para a implantação de hubs industriais voltados à produção de hidrogênio verde.

O modelo de análise foi desenvolvido com base em dados ambientais, sociais, econômicos, de infraestrutura logística existente e planejada e de disponibilidade de recursos hídricos e energia renovável (solar fotovoltaica e eólica).

O levantamento alcança os 27 Territórios de Identidade do estado.

Logística integrada a partir da Ponte Salvador- Itaparica

A Ponte que ligará a capital baiana a Itaparica faz parte de mega investimentos estruturadores, dentro do Sistema Viário Oeste (SVO) e se constitui em um vetor de desenvolvimento da Bahia, com a implantação de um novo corredor logístico.

O Consórcio formado pelas empresas chinesas CCCC e CR20 são os responsáveis pela construção e devem iniciar, em 2024, o processo de sondagem e dragagem da ponte.

A ponte terá 12,4 km de extensão e será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina (a Ponte Rio-Niterói tem 13,2 km, mas contabiliza a parte por terra).

Com previsão de término da obra em quatro anos, o valor estimado à época da assinatura do contrato de concessão, em 12 de novembro de 2020, era de R$ 7.653.103.773,00.

A necessidade do reequilíbrio financeiro faz com que a previsão estimada, agora, seja de R$ 10 bilhões, a depender das oscilações de câmbio, taxa selic, e preços de insumos necessários, como o aço.

 

*Parte do conteúdo especial elaborado e produzido pelo EJ para edição 203, da Revista Nordeste, sobre os investimentos da Bahia em 2023.

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Luciana Leão

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