Apesar de não ser um município produtor de soja e milho e, sim, com vocação consolidada para a fruticultura, Petrolina, localizada no sertão do São Francisco, em Pernambuco, possui a maior unidade de pesquisa e inovação da multinacional de saúde e nutrição Bayer, na América do Sul. De lá, a partir deste ano, ao receber recentemente um aporte de € 24 milhões de euros (cerca de R$ 125 milhões na cotação atual), o centro de pesquisa e inovação vai acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias para o cultivo de milho e soja, para o agronegócio brasileiro e do mundo.
A unidade de Petrolina já é responsável por produzir variedades de soja e híbridos de milho, com criação de novas linhagens, multiplicação de sementes para realização de testes em diferentes regiões brasileiras e inserção de biotecnologia em materiais melhorados.
Tecnologia de ponta
A nova área de cultivo protegido se soma a outros recursos tecnológicos de última geração utilizados na unidade, como ferramentas com uso de inteligência artificial, estufas, laboratórios e exclusivos equipamentos proprietários robóticos e digitais únicos no mundo, desenvolvidos pelo time de engenheiros e cientistas da própria Bayer.
“Sabemos que o Brasil é um país favorável à inovação e os agricultores brasileiros são pioneiros na adoção de novas tecnologias. Nas últimas décadas, com soluções inovadoras e investimento contínuo e consistente em ciência, pudemos fazer parte dos grandes saltos de produtividade registrados na agricultura brasileira, contribuindo para o crescente protagonismo do país no fornecimento global de alimentos e também para uma produção mais sustentável”, diz Geraldo Berger, diretor de Assuntos Regulatórios da divisão agrícola da Bayer para a América Latina.
Segundo a empresa, anualmente, a divisão agrícola da companhia investe cerca de 2 bilhões de euros em P&D globalmente, mais do que o dobro de seus principais concorrentes diretos. Desde sua chegada ao Brasil, há mais de 125 anos, a Bayer tem trabalhado de forma colaborativa com agricultores, pesquisadores de diversas instituições e a cadeia produtiva para entregar o que há de mais avançado em inovação no campo, afirma Berger.
“Estivemos ao lado de produtores rurais em momentos cruciais para a evolução da agricultura brasileira, como na difusão do plantio direto nas lavouras, na introdução de novas biotecnologias e no atendimento de mercados estratégicos, como China e Europa. A expansão na unidade de Petrolina é mais um passo dessa jornada rumo a uma agricultura mais produtiva e sustentável”, afirma o executivo.
Importância estratégica
A nova área de cultivo protegido terá um papel fundamental para centralizar processos que antes eram executados em diferentes países, conforme explica Marijke Daamen, líder de Operações de Desenvolvimento de Produtos da Unidade de Petrolina da Bayer.

“A unidade de Petrolina tem uma importância estratégica e é um exemplo de excelência em inovação. É a partir dela que enviamos sementes para testes em unidades da Bayer e áreas experimentais de parceiros, alimentando a disrupção dentro da companhia e a evolução da ciência na agricultura”, diz Marijke Daamen.
A executiva acrescenta ainda que qualquer avanço em pesquisa e inovação biotecnológica é regido por um ambiente extremamente regulado, o que exige um grande esforço e investimento em treinamento, rastreabilidade, gestão responsável (stewardship) e infraestrutura. “A centralização do processo aqui no Brasil nos confere maior controle de processos, traz mais eficiência e agilidade na entrega de novas soluções”, afirma.
Relevância local
O Centro de Desenvolvimento de Produtos da Bayer em Petrolina é uma das mais de 30 unidades que a companhia mantém no país. De olho no futuro e na importância e crescimento da agricultura brasileira e global, a empresa foi a primeira multinacional do setor agrícola a se instalar no município, em 2010, contribuindo para o fortalecimento da economia local.
Atualmente a unidade é composta por duas áreas estratégicas que possibilitam a realização de atividades de P&D que representam o estado da arte em inovação agrícola e produção de sementes de altíssima pureza e qualidade. É em Petrolina em que são realizadas as primeiras atividades da área pré-comercial e onde os materiais desenvolvidos pela área de pesquisa começam a ter uma escala maior, já conectados com a visão e os processos comerciais.
O centro emprega de 700 a 1.000 pessoas, a depender do momento da safra, todas envolvidas com atividades ligadas ao desenvolvimento de novos materiais, e também tem um impacto relevante nas comunidades do entorno: mais de 8 mil pessoas foram impactadas por ações de responsabilidade social em 2021, muitas delas em parceria com a Prefeitura e com a Secretaria de Educação de Petrolina, com foco em preservação do meio ambiente e formação e bem estar da sociedade.
*Com informações da JeffreyGroup




