Ceará e Pernambuco passam a ter uma central de ações do Pacto Global das Organizações das Nações Unidas (ONU). A ação pretende mobilizar o setor privado para atingir metas de erradicação da pobreza, até 2030.
Os dois estados nordestinos fazem parte agora de um grupo com mais seis do país que receberam a iniciativa. A ideia é engajar o setor empresarial no trabalho por questões sociais e de meio ambiente.
Pernambuco

O Instituto Avançado de Tecnologia e Inovação (Iati), criado em 2015 é a organização responsavel a buscar parcerias com as empresas, por soluções sustentáveis para negócios, especialmente no setor de energia.
O Iati coordenará, ainda, estudos e diagnósticos sobre os objetivos para o desenvolvimento sustentável, os chamados ODS, que mais afetem a região e o mundo.
“Serão três propostas. A primeira é promover e divulgar conhecimento entre as empresas locais. A segunda é criar um ambiente de interação onde essas empresas estejam juntas para discutir esses assuntos. E a última é a troca de experiência entre essas empresas”, explicou Guilherme Cardin, diretor-presidente do IATI, durante lançamento da iniciativa nessa sexta-feira (4).
Metas dos ODS
A ONU trabalha em todo o mundo para atingir 17 metas, até 2030, dento dos ODS. Dentre elas, estão a erradicação da pobreza e da fome, educação de qualidade igualdade de gênero, água potável e energia limpa acessível a todos.
A fundadora da ONG Amigos do Bem, Alcione Albanesi, proferiu uma palestra, durante o encontro. A organização atende cerca de 150 mil pessoas no Sertão nordestino com projetos de educação, trabalho e de acesso a serviços de água e moradia.
“Nós seremos protagonistas, empresas e sociedade civil, de uma grande transformação no nosso país. Diminuindo essa desigualdade gritante que não é aceitável”, avaliou Albanesi, que é porta-voz do primeiro objetivo da ONU, a erradicação da pobreza.
Compromissos
No Brasil, o Pacto Global da ONU propõe a adoção de metas públicas pelas empresas que busquem expandir o acesso a serviços de saúde e água e aos direitos humanos, além de trabalhar contra as mudanças climáticas e contra a corrupção.

“É, na verdade, uma maneira pela qual esses órgãos se reúnem para a gente discutir o desenvolvimento das pessoas, protegendo o meio ambiente, de maneira íntegra”, afirmou o CEO do Pacto Global no Brasil, Carlo Pereira, que participou da cerimônia no Recife, em referência aos centros (hubs) instalados pelo país.
Ainda integram as ações do Pacto Global da ONU no Brasil os estados do Amazonas, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Criado em 2000, o Pacto Global já reúne 16 mil parceiros em 160 países.




