INPE e Embrapa integrarão dados na plataforma AdaptaBrasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Embrapa Agricultura Digital trabalharão juntos para aprimorar as análises de risco climático sobre o tema de segurança alimentar da plataforma AdaptaBrasil MCTI.

As instituições já são parceiras no mapeamento de culturas e sobre as alterações de uso da terra, e na produção do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, coordenado pelo MCTI.

A plataforma AdaptaBrasil MCTI consiste em um sistema de informações sobre riscos das mudanças climáticas no Brasil que oferece subsídios para a tomada de decisão no planejamento de ações de adaptação. Estão disponíveis para consulta online e download, gratuita e para todos os 5.570 municípios brasileiros, as análises de risco atual e esperado, tendo em vista cenários de mudanças climáticas.

O sistema abrange atualmente informações sobre infraestrutura (portos), saúde (malária), recursos hídricos, segurança alimentar e segurança energética.

Segurança alimentar

O especialista em adaptação à mudança do clima da Coordenação-Geral em Ciência do Clima, Diogo Santos, destaca que a segurança alimentar é um tema prioritário para a agenda de desenvolvimento sustentável no Brasil.

Ele também enfatiza que trata-se de um tema estratégico sob a perspectiva das mudanças climáticas, pois a cadeia de impactos que a interface clima e produção agropecuária produz é ampla e com múltiplos desdobramentos.

“A parceria com a Embrapa trará benefícios para o aprimoramento das análises sobre risco climáticos que visam subsidiar a tomada de decisão”, avalia Santos sobre o trabalho conjunto.

De acordo com o pesquisador do Inpe e coordenador da AdaptaBrasil MCTI, Jean Ometo, a plataforma tem amplificado seu universo de colaboradores e a Embrapa é um parceiro central, em particular do setor de segurança alimentar.

“A Embrapa tem trabalhos importantes em relação ao risco de perda de safra diante de ameaças climáticas e essa é uma informação central da plataforma. Estamos acertando os elementos sobre os dados que podem ser utilizados na plataforma e também como podemos construir uma colaboração de longo prazo”, afirmou Ometto.

Para a chefe adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da unidade, Carla Macário, a discussão sobre parcerias e projetos conjuntos voltados à temática de grande interface com a atividade agropecuária é importante. A gestora destacou a relevância da recente aprovação de dois projetos da Embrapa para avaliar culturas anuais e perenes.

O diálogo entre as equipes das instituições também apresenta perspectivas de avanço nos estudos visando à progressão dos modelos e dos dados para conseguir melhorar as avaliações de risco diante das mudanças climáticas, acompanhando a produção de informações do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).

Outro produto importante gerado pelo grupo de pesquisa de Modelagem Agroambiental e Geotecnologia (GMAG) da Embrapa é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

 

*Com informações da Embrapa Agricultura Digital

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Redacao EJ

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