“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele.” (Martin Luther King Jr.)

O Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado nesta sexta-feira (20/11) é comemorado em todo o território nacional. A data faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, então líder do Quilombo dos Palmares, localizado no atual estado de Alagoas, durante o período colonial. O Quilombo dos Palmares era uma espécie de vila que protegia e preservava os africanos escravizados que conseguiam fugir da escravidão. O então líder do Quilombo, Zumbi dos Palmares era filho de africanos escravizados e nascido ali mesmo.

Zumbi, aos 40 anos, no ano de 1965, foi assassinado pelo capitão Furtado de Mendonça. Sua cabeça ficou exposta numa praça pública na capital pernambucana, no centro do Recife, onde hoje existe um monumento em celebração do que representou para todos os negros e negras a luta e resistência dos africanos escravizados em todo o Brasil , no período colonial.

Desigualdades

Segundo estudo  do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no Brasil 63,7% dos brasileiros entendem que a raça determina a qualidade de vida dos cidadãos, principalmente no trabalho (71%), em questões judiciais (68,3%) e em relações sociais (65%).  Fora , se não bastasse tais dados, 93% dos entrevistados admitiram o preconceito racial no Brasil, mas 87% deles afirmaram nunca sentiram-se descriminados; 89% deles afirmam haver preconceito de cor contra negros no Brasil, mas apenas 10% admitiram tê-lo. Por fim, 70% dos brasileiros que vivendo na miséria são negros ou pardos.

Pandemia

Pesquisa recente do DIEESE com base em dados estatísticos da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, mostraram que mais de 6,4 milhões de homens e mulheres negros saíram da força de trabalho – como ocupados ou desempregados, entre o 1º e o 2º trimestre de 2020, isto é, perderam ou deixaram de procurar emprego por acreditar não ser possível conseguir nova colocação. Entre os brancos, o número de pessoas nessa mesma situação chegou a 2,4 milhões.

Na comparação entre o 4º trimestre de 2019 e o 2º trimestre de 2020, entre os negros, o número subiu para 7,4 milhões. Para os não negros e não negras, o total pouco se alterou, chegando a 2,7 milhões de pessoas. Dos 8 milhões de pessoas que perderam o emprego entre o 1º e o 2º trimestre de 2020, 6,3 milhões eram negros e negras, o equivalente a 71% do total. Entre o 4º trimestre de 2019 e o 2º de 2020, cerca de 72% ou 8,1 milhões de negros e negras estavam em situação vulnerável no país.
Fontes: PNAD Contínua/ IBGE 
               DIEESE
> Boletim elaborado pelo DIEESEDesigualdade entre negros e brancos se aprofunda durante a pandemia” você pode acessar pelo link > https://www.dieese.org.br/boletimespecial/2020/boletimEspecial03.html
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Luciana Leão

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