Em busca da eficiência energética

Em busca da eficiência energética 

A Concessionária Neoenergia deu início a divulgação para interessados em participar da Chamada Pública que financiará R$ 13 milhões em projetos de eficiência energética, em Pernambuco.

De olho na data 

A Chamada Pública, que será aberta em 30 de outubro, tem como finalidade selecionar projetos que contemplem a melhoria das instalações elétricas e geração com fonte incentivada (solar fotovoltaica) para as tipologias: Residencial (condomínios), Industrial, Comércio e Serviços, Poder Público e Serviços Públicos.

Recursos

Para essa chamada pública, foram disponibilizados os seguintes valores: Poder Público: R$ 1 milhão; Industrial: R$ 6 milhões; Comércio e Serviços: R$ 2 milhões; Serviços Públicos: R$ 1 milhão; Residencial (condomínios): R$ 3 milhões

MapBiomas 

Já está disponível a nova coleção,  a de número 8, do MapBiomas, que traz um mapeamento anual de cobertura vegetal nativa e uso da terra no Brasil de 1985 a 2022. No estudo, todos os biomas brasileiros obtiveram aumento no desmatamento ao longo do período pesquisado.

Caatinga 

Houve uma diminuição da vegetação nativa no bioma Caatinga, em quase 11%, o equivalente a seis milhões de hectares. Washington Franca Rocha, coordenador da equipe Caatinga do MapBiomas afirma que para o bioma espera-se um aumento de temperatura com implicação em elevação de risco no processo de desertificação.

Pressões ambientais 

Ao longo desses 37 anos, segundo Washington Franca, há o entendimento dos processos que vem causando pressões ambientais dentro do bioma Caatinga.

 “A percepção que se tinha estava focada muito na questão da queima de lenha a partir de árvores típicas da região, principalmente na região do Polo Gesseiro, na Chapada do Araripe, nos estados de Pernambuco e Piauí”, lembra. 

Outra variável 

No entanto, apesar de a prática continuar sendo preocupante, o volume de dados coletados mostra uma nova forma de desmatamento concentrados em áreas específicas destinadas à agropecuária, especialmente na agricultura.  

“Mais de 1.500% de ampliação de áreas foram para a agricultura, não representam áreas grandes, mas em termos de percentual mostra uma tendência e já impacta, causa pressão em termos de integridade do Bioma. Então, acho que essa informação nova que traz do estudo, é importante. Não deixa de ter a preocupação com a questão da queima de lenha, queima de árvores nativas para a produção de lenha de carvão, mas há outros processos que mostram uma dinâmica muito mais relevante que podem afetar a integridade do bioma”, pontua.

*Coluna Comunicação e Sustentabilidade produzida pela editora do EJ, Luciana Leão, publicada nesta quarta-feira (4)  no Jornal do Sertão

 

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Luciana Leão

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