Como os Estados nordestinos se apresentaram no ranking nacional de competitividade em 2023?

Eis que 2024 bate à porta e para o desempenho da competitividade dos Estados nordestinos no ranking elaborado pelo Centro de Liderança Pública 2023, poucos avanços foram feitos em relação ao levantamento de 2022.

A análise é feita pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e mostra que, em relação a 2022, os estados do Nordeste precisam avançar em pilares como infraestrutura, sustentabilidade ambiental e capital humano.

Assim como nas demais edições, São Paulo segue na 1ª colocação, Santa Catarina na 2ª, Paraná na 3ª e Distrito Federal na 4ª.

Enquanto os Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste concentram-se na metade superior do Ranking, os do Norte e Nordeste ocupam as últimas posições.

Nesta edição,entretanto, o Ceará tornou-se o representante do Nordeste mais bem colocado (12ª posição), ultrapassando a Paraíba (13ª posição), enquanto o estado do Amazonas (14ª posição) seguiu na liderança da região Norte.

Os três últimos colocados do Ranking de Competitividade dos Estados de 2023 foram Acre, Amapá e Roraima.

Maranhão

O Maranhão ganhou 5 posições no Ranking Geral, passando da 26ª para 21ª colocação. O Estado subiu 9 posições no pilar de Solidez Fiscal, 7 posições no de Segurança Pública, 6 posições no de Potencial de Mercado, 3 posições no de Sustentabilidade Social, 2 posições no de Educação, e 1 posição no de Infraestrutura.

No pilar de Solidez Fiscal, o Maranhão passou da 23ª para 14ª colocação, com melhoras relativas nos indicadores de Resultado Primário (+18 posições), Gasto com Pessoal (+2), Dependência Fiscal (+2), Solvência Fiscal (+1) e Poupança Corrente (+1).

No pilar de Segurança Pública, o Estado passou da 14ª para 7ª colocação, com destaque para o desempenho no indicador de Segurança Pessoal (+4 posições).

Em potencial de Mercado, o Maranhão passou da 12ª para 6ª colocação, dada a posição favorável nos novos indicadores de Inadimplência (3ª posição) e Qualidade de Crédito para Pessoa Física (9ª).

Pilares

No Nordeste, o estado da Paraíba se sobressai no quesito de Infraestrutura.

Já Pernambuco obteve o maior avanço no pilar de Sustentabilidade Social, com salto de 5 colocações, passando da 20ª para 15ª posição.

O Estado apresentou melhora relativa nos indicadores de Mortalidade Materna (+8 posições), Desigualdade de Renda (+7), Cobertura Vacinal (+4) e IDH (+3).

Segurança Pública

“A segurança pública é o serviço público que melhor expressa o funcionamento das instituições do Estado, visto que a construção da ordem e a proteção aos direitos individuais ao longo de toda história se mostraram essenciais para a construção de um ordenamento virtuoso para o desenvolvimento”, diz trechos do ranking.

As UFs mais bem colocadas, neste pilar, foram SC, DF e PB, nessa ordem.

Em relação à edição passada, Santa Catarina e Distrito Federal mantiveram as posições, enquanto a Paraíba subiu da 6ª para 3ª colocação.

Educação

As graves deficiências na educação do País, juntamente com a crônica deficiência de infraestrutura, estão entre os principais desafios para a melhora da competitividade nacional, minando tanto o potencial de desenvolvimento econômico quanto social.

Solidez Fiscal

A solidez fiscal de qualquer governo é condição fundamental para o crescimento sustentado de longo prazo de um determinado País, Estado ou Município.

“Se as receitas governamentais ficam continuamente abaixo das suas despesas, o governo incorre em resultados fiscais negativos (déficits), resultando em aumento de seu endividamento e, consequentemente, em baixa capacidade para investir na ampliação e manutenção dos serviços públicos”.

As UFs mais bem colocadas, neste pilar, foram MT, ES e PA, nessa ordem.

Em relação à edição passada, Mato Grosso e Espírito Santo mantiveram as posições, enquanto o Pará subiu da 5ª para 3ª colocação.

Maranhão exibiu o maior avanço de posição no pilar, com salto de nove colocações, passando da 23ª para a 14ª posição.

O Estado maranhense apresentou melhora relativa nos indicadores de Resultado Primário (+18 posições), Dependência Fiscal e Gasto com Pessoal (+2 posições cada), e Solvência Fiscal e Poupança Corrente (+1 posição cada).

Potencial de Mercado

Neste pilar, foi considerado o tamanho do PIB de cada Estado, a dinâmica de crescimento do PIB nos últimos 4 anos e o crescimento potencial da força de trabalho nos 10 próximos anos.

Além disso, na edição de 2023 do Ranking de Competitividade dos Estados, foram incluídos novos indicadores relacionados ao mercado de crédito: Comprometimento de Renda, Qualidade de Crédito para Pessoa Física, Volume de Crédito, e Inadimplência.

As UFs mais bem colocadas, neste pilar, foram GO, SP e RR, nessa ordem. Em relação à edição passada, Goiás subiu de 8° para 1° colocado, São Paulo passou da 5ª para 2ª colocação, e Roraima caiu da 2ª para 3ª posição.

Sergipe exibiu o maior avanço de posição no pilar, com salto de 15 colocações, passando da 24ª para a 9ª posição.

O Estado sergipano apresentou melhora relativa no indicador de Taxa de Crescimento (+19 posições), além de alcançar posições 76 favoráveis nos novos indicadores de Comprometimento de Renda (12ª posição), Qualidade de Crédito para Pessoa Física (13ª), Volume de Crédito (13ª) e Inadimplência (14ª).

Ceará é o estado melhor ranqueado em competitividade do Nordeste

O ranking estabelece o comparativo entre os 27 entes federados e tem como base 10 pilares temáticos.

O Ceará consolidou-se como o estado mais bem colocado no Ranking de Competitividade dos Estados 2023. A pesquisa foi elaborada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e busca orientar no planejamento, organização e execução de políticas públicas, com foco no bem estar social da população brasileira.

Entre as potências cearenses destacadas, está a Educação – em quarto lugar, e a Solidez Fiscal – na 6ª posição nacional.

Dentro dessa área, os destaques são os indicadores de gasto com pessoal e sucesso de planejamento, ambos na 5ª posição nacional. O secretário da Fazenda do Ceará, Fabrízio Gomes, destaca o avanço em vários aspectos estaduais.

“O Estado tem uma gestão fiscal equilibrada, que busca melhorar a governança, cada vez mais com o intuito de estar sempre se posicionando entre as melhores gestões dos entes federados”, reforçou.

Outra área com avaliação superior em comparação à edição de 2022 foi a Sustentabilidade Ambiental, ocupando agora o 12º lugar no Brasil, e a Segurança Pública, que subiu nove posições e está na 16ª colocação.

Para o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, Samuel Elânio, a melhora no ranking deve-se ao apoio dado pelo Executivo estadual à atuação da pasta e suas vinculadas, somado ao esforço de todos que compõem as Forças de Segurança.

Além disso, o gestor classifica o uso de tecnologias como primordial. “Juntamente ao trabalho integrado de todas as vinculadas, o uso da inteligência tem sido o carro chefe para que a gente consiga obter melhores êxitos nos resultados”, declarou Samuel Elânio.

Sobre o Ranking de Competitividade

A pesquisa possui 10 pilares temáticos, sendo eles: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

De acordo com o relatório final, “a metodologia do ranking foi elaborada a partir de amplo estudo de benchmark internacional e de literatura acadêmica especializada sobre o assunto”.

 

*Conteúdo especial produzido pelo EJ e publicado na Revista Nordeste, edição 203, dezembro 2023.

 

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Luciana Leão

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