Chuvas em SP provocam tragédia

Mais de 500 pessoas, entre servidores das forças de segurança e resgate do Governo do Estado de São Paulo, das Forças Armadas, da Polícia Federal, da prefeitura municipal de São Sebastião e voluntários, seguem empenhadas nas ações de resgate, salvamento e identificação das vítimas das fortes chuvas que atingiram o Litoral Norte ao longo do fim de semana. Até a última quarta-feira (22), foram confirmados 48 óbitos, a maioria em São Sebastião.

Equipes de apoio foram enviadas às cidades mais atingidas / Corpo de Bombeiros-SP

As atividades de resgate tiveram início no domingo (19) e seguem de forma ininterrupta. O presidente Lula visitou nesta segunda-feira (20) as áreas atingidas pelo temporal intenso, já classificado como um evento climático extremo, pouco comum no País, porém mais frequente nos últimos anos.

Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo cidades como Bertioga e São Sebastião acumulavam mais de 680 mm de chuvas, o que é uma quantidade significativa de precipitação em um curto período de tempo, em menos de 24 horas.

Tais precipitações, segundo o Serviço de Metereologia Nacional estavam sendo aguardadas, mas não nesse volume.

“As chuvas intensas podem ter sido causadas por sistemas climáticos como frentes frias, áreas de baixa pressão ou sistemas convectivos de grande escala”, diz o boletim divulgado.

As regiões da Barra do Sahy e Juquehy, em São Sebastião, permaneciam isoladas em razão das quedas de barreiras ao longo da rodovia, até a publicação desse post (20/02). Os deslizamentos das barreiras ocorreram em áreas desprotegidas e sem qualquer infraestrutura urbana.

Acrescido a esse fatores, a urbanização e a expansão da ocupação humana em áreas de risco, como encostas e margens de rios, podem ter agravado os impactos das chuvas intensas.

A falta de infraestrutura adequada de drenagem e o desmatamento em áreas adjacentes também podem ter contribuído para o evento extremo.

Água, luz e telefonia prejudicadas

Os serviços de água, luz e telefonia estão comprometidos em razão da queda de postes e o carreamento de sedimentos para as estações de tratamento de água.

As concessionárias responsáveis atuavam para restabelecer o fornecimento dos serviços essenciais. A prioridade segue no socorro às vítimas e no fornecimento aos mais de 970 desalojados e 747 desabrigados.

A Polícia Civil e a Superintendência da Polícia Técnico Científica reforçaram os efetivos na região para dar mais celeridade aos trabalhos de polícia Judiciária e de identificação das vítimas.

 

Fonte: Governo de São Paulo e Agência Brasil

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Redacao EJ

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