Bombardeio de hospital em Gaza deixa 500 vítimas

 Os profissionais de saúde são protegidos pelo direito internacional; lados em conflito se acusam mutuamente pela violência que deixou centenas de vítimas; Conselho de Segurança deve ter reunião emergencial sobre situação no Oriente Médio nesta quarta-feira.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que ficou horrorizado com a morte de centenas de civis após um bombardeio a um hospital em Gaza nesta terça-feira.

Em sua rede social, ele condenou veementemente a violência, acrescentando que seu coração está com as famílias das vítimas.

Bombardeio de hospital em Gaza

De acordo com agências de notícias, os lados se acusam mutuamente. O Ministério da Saúde no enclave controlado pelo Hamas culpa as Forças Armadas de Israel por um ataque aéreo que atingiu um hospital em Gaza.

As Forças de Defesa de Israel declararam que, de acordo com suas informações de inteligência, foguetes disparados por militantes do Jihad Islâmico em direção a Israel causaram o ataque após se desviarem do curso.

António Guterres enfatiza que hospitais e equipes de saúde são protegidos pelo direito internacional.

Ele condenou a violência e citou ainda um ataque anterior a uma escola administrada pela ONU, que deixou pelo menos seis pessoas mortas.

Conselho de Segurança

Na noite de terça-feira, em Nova Iorque, os Emirados Árabes Unidos e a Rússia convocaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a Palestina após o ataque ao hospital.

Nesta quarta-feira, Rosemary DiCarlo, subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, e Tor Wennesland, coordenador especial para o processo de paz no Médio Oriente, devem falar aos membros sobre a situação.

Na mesma sessão, deve ser votada uma resolução que busca garantir a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Um texto sugerido pela Rússia foi rejeitado nesta segunda-feira.

Direitos humanos

O chefe de direitos humanos da ONU descreveu o bombardeio ao hospital como “totalmente inaceitável”.

Em comunicado, Volker Turk ressaltou que a violência deve parar imediatamente.

Civis deslocados estavam procurando abrigo no hospital, seguindo a ordem de Israel de evacuar para o sul, antecipando-se a um esperado ataque terrestre.

O chefe de direitos humanos disse que os hospitais são sagrados e devem ser protegidos a todo custo, acrescentando que deve haver responsabilização pelos atos de violência.

Proteção a infraestrutura civil

A OMS também condenou o ataque. O chefe da agência, Tedros Ghebreyesus, também se posicionou em sua rede social.

O hospital atingido estava em funcionamento, com pacientes, profissionais de saúde e abrigava pessoas deslocadas internamente.

Ele era um dos 20 hospitais no norte da Faixa de Gaza que enfrentavam ordens de evacuação do exército israelense.

A OMS ainda destacou que a ordem de evacuação tem sido impossível de ser cumprida devido à atual insegurança, às condições críticas de muitos pacientes e à falta de ambulâncias, pessoal, leitos e abrigo alternativo para os deslocados.

Segurança em hospitais

Gaza tem uma população de aproximadamente 2 milhões de pessoas e a crise deslocou cerca de 600 mil, muitas procuraram abrigo em hospitais já sobrecarregados com o aumento de vítimas e mortes, e com o declínio no fornecimento de combustível.

O representante da OMS no Território Palestino Ocupado, Richard Peeperkorn, destacou o que as pessoas buscam segurança nos hospitais, que já não são locais protegidos.

Além da insegurança, comida, água e medicamentos essenciais e suprimentos de saúde estão acabando em Gaza.

Dos 35 hospitais, quatro não estão funcionando devido a danos graves e ataques, disse ele. Além disso, apenas oito dos 22 centros de atendimento primário da agência da ONU que apoia refugiados palestinos estavam parcialmente funcionais.

Peeperkorn relatou que todos os hospitais, especialmente os maiores, estão com escassez de suprimentos e medicamentos essenciais, incluindo para o tratamento de doenças não transmissíveis como diabetes.

Os bancos de sangue têm apenas uma semana de suprimento restante.

Enquanto isso, caminhões transportando ajuda vital continuam enfileirados em Rafah, a única passagem fronteiriça entre Gaza e Egito.

* Com informações da ONU  News e agências de notícias

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Redacao EJ

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