Agência de aviação adere a plano para rede carbono zero

Os 193 países que integram a Organização Internacional de Aviação Civil, Icao, adotaram um plano para eliminar até 2050 as emissões de CO2 na atmosfera.

A decisão de aderir à chamada Rede Zero Carbono foi anunciada na reunião da Assembleia da Icao, realizada a cada três anos.

O setor de aviação é um dos maiores emissores de CO2.
Unsplash/Patrick Campanale/ O setor de aviação é um dos maiores emissores de CO2.

Acordo de Paris sobre Mudança Climática

A agência da ONU, com sede em Montreal, já promove o uso de combustíveis sustentáveis para aviação, SAF na sigla em inglês.

O setor de aviação é um dos maiores emissores de CO2. A redução das emissões é uma das exigências do Acordo de Paris sobre mudança climática, firmado em 2015.

Mas duas indústrias-chave para o alcance desse objetivo: a de aviação e a de transporte marítimo não haviam se comprometido com as metas.

A 41ª Assembleia da Icao contou com mais de 2,5 mil delegados de 184 países e 57 organizações. Os países adotaram a Meta Aspiracional Global Coletiva, conhecida como LTAG em inglês, de longo prazo, sobre as emissões líquidas zero de carbono até 2050.

Compensação de emissões de carbono

A Icao concordou também em atuar com as empresas aéreas para o uso do programa de compensação de redução de carbono na aviação internacional.

Nesse esquema, empresas e indivíduos podem comprar créditos de carbono de florestas, por exemplo, para equivaler as emissões geradas pelos voos.

Uma outra forma de compensar as emissões de carbono é através da plantação de árvores pelo mundo. Na página da agência, a Icao atualiza usuários sobre o Sistema de Combustíveis Sustentáveis, SAF.

No momento, mais de 440 mil voos comerciais utilizaram o combustível.

A Icao explica que para se alcançar a rede zero carbono será preciso um conjunto de fatores.
Sede da Icao, em Montreal, Canadá
Progresso diplomático relevante

A Icao explica que para se alcançar a rede zero carbono será preciso um conjunto de fatores para a redução das emissões de CO2 incluindo a adoção de tecnologia inovadora na aeronáutica, operações simplificadas de voos, produção e implementação dos combustíveis sustentáveis.

O presidente do Conselho da Icao, Salvatore Sciacchitano, afirmou que a ação dos Estados desta nova meta segue os compromissos de outras indústrias e deve contribuir para uma economia mais verde e inovadora nas próximas décadas.

A proposta é chegar a voos livres de emissões de CO2.

O secretário-geral da Icao, Juan Carlos Salazar, disse que os países já alcançaram um progresso diplomático relevante na Assembleia da agência sobre o futuro da sustentabilidade na aviação e no sistema de transporte.

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Redacao EJ

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