Sebrae e Suape dão pontapé no encadeamento produtivo para formar fornecedores na região

O Complexo Industrial de Suape e o Sebrae-PE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) deram o pontapé inicial ao encadeamento produtivo de ações para estruturar novos negócios nos municípios do entorno de Suape, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, ao firmarem convênio com a finalidade de formar fornecedores para as empresas do território estratégico. 

Assinatura do convênio entre o Sebrae-PE e o Complexo de Suape/Ascom Suape

A assinatura aconteceu durante o Suape Conecta 2022, no auditório do Cais do Sertão, na manhã desta terça- feira, no Bairro do Recife. “O acordo segue as premissas da cadeia produtiva criada em Goiana, na Zona da Mata Norte, para atender às necessidades da fábrica do Grupo Stellantis, que produz veículos de marcas como Jeep e Fiat. Se isso foi feito lá, também pode dar certo em Suape”, explicou o diretor de Desenvolvimento de Negócios, Luiz Barros. O investimento no projeto é de R$ 367,8 mil, com duração de 12 meses.

Para o presidente do Complexo Industrial de Suape, Roberto Gusmão, o Projeto Encadeamento Produtivo, idealizado pelo Sebrae e já aplicado em outros distritos industriais, apresenta a perspectiva de engajamento da economia local, identificando oportunidades de estruturação de micro e pequenos fornecedores instalados no Cabo de Santo Agostinho e em Ipojuca, municípios da zona de influência direta de Suape, a partir das necessidades apresentadas pelas empresas do território nas diversas ações de diagnóstico de cenário, como o Censo Suape, e demais ferramentas de análise de vocação dos mais diversos relacionamentos. 

O gerente regional do Sebrae, Alexandre Alves, avalia que o convênio possibilitará a conexão entre os pequenos e os grandes negócios.  “No Brasil, 98% das empresas são de pequeno porte. Inseri-las em uma cadeia de fornecedores de classe mundial é um desafio permanente. A experiência que o Sebrae teve em Goiana mostrou exatamente isso. Imagine uma planta daquela envergadura, que, no início, tinha muita dificuldade em conseguir comprar produtos na região e até em Pernambuco. Isso incomodava muito o grupo à época e o levou a procurar o Estado para um pacto de inclusão produtiva, social e econômica na região. Depois de três anos, alcançamos vários resultados, mas o principal foi poder trabalhar com essas empresas, estabelecer a criação de processos e métodos para que estivessem habilitadas a fornecer insumos para uma planta daquele tamanho”, enfatizou.

O convênio será norteado por cinco focos estratégicos: desenvolvimento empresarial dos micros e pequenos negócios; inserção destes nas políticas corporativas das empresas; acesso aos mercados; desenvolvimento de ações de inteligência competitiva; e criação de redes de aprendizagem entre os micros e pequenos negócios e as empresas.  

Transparência e indicadores socioambientais 

O Suape Conecta promoveu, ainda, uma série de atividades, a exemplo da apresentação do Relatório de Sustentabilidade GRI 2021 (sigla em inglês para Global Reporting Initiative), pelo diretor de Planejamento e Gestão, Francisco Martins. 

“O GRI é um marco, um caminho sem volta. Elaborar o relatório nesse padrão nos permite gerir corretamente os indicadores ambientais, sociais e econômicos. A adoção do GRI revela o compromisso de Suape com a transparência. É uma ferramenta construída com a participação dos atores envolvidos no funcionamento do porto, ouvindo as comunidades impactadas diretamente, buscando se expressar abertamente, para que possamos construir soluções coparticipativas para qualquer problema identificado”, detalhou Martins. O relatório é um documento digital composto por 150 páginas, recheado de fotos, gráficos, tabelas e informações sobre o desempenho da empresa em 2021.

O público presente também pôde acompanhar roda de conversa com a participação de Luiz Barros, Jorge Jatobá (economista e sócio-diretor da Consultoria Econômica e Planejamento/Ceplan) e Wladimir de Morais Teixeira Filho (diretor de relações institucionais da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco/Adepe), sob mediação do engenheiro João Recena, CEO da TPF Engenharia, empresa que faz parte do consórcio que redesenha os estudos para o trecho da Ferrovia do Sertão, que ligará o Complexo ao ramal de Curral Novo , no Piauí a Suape, com objetivo principal de instalação de um terminal de minério de ferro, investimento já anunciado pelo grupo Bemisa, sob modelo de autorização.

Presidente do Complexo Industrial e Portuário de Suape, Roberto Gusmão, confere os produtos do projeto Tô na feira/Ascom Suape

O Suape Conecta também foi uma excelente oportunidade para apresentação do Projeto Tô na Feira, iniciativa criada pela estatal para dar visibilidade às comunidades produtoras do território, divulgando e comercializando seus produtos, entre frutas, hortaliças e produtos artesanais. O Tô na Feira é realizado periodicamente no centro administrativo de Suape.

 

 

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Luciana Leão

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