Pelo mundo, lição para se espelhar no futebol

 Numa decisão que mereceria ser “espelho” para os clubes esportivos e federações nacionais, a liga nacional americana de futebol NFL,  puniu severamente o jogador Isaiah McKenzie, do Buffalo Bills, por entrar em uma sala de treinamento e de musculação sem uso de máscara. Foram várias vezes recorrentes que o recebedor do Buffalo Bills se recusou a usar máscara.

 

A recusa de Isaiah, considerado promissor jogador do futebol americano foi alvo de punição severa por parte de Lawrence P. Ferrazani, Jr. Conselheiro Geral Adjunto na secção de Trabalho, da Liga Nacional Americana.

 

Sua recusa em usar uma máscara ocorreu depois que  foi informado de que a máscara era exigida para jogadores não vacinados, conforme estabelecido no cronograma disciplinar de 2021 do clube e reiterado por sinalização em todas as instalações do clube, afirmando que os jogadores não vacinados podem estar sujeitos a multas / disciplina por não cumprirem usar uma máscara, que pode chegar a U$ 14.650 pela primeira violação do protocolo. Violações repetidas podem resultar em jogadores suspensos ou multados por uma semana.

 

A NFL anunciou que 93% dos jogadores estão vacinados contra a COVID-19. Desde o início da pré-temporada foram 68 casos positivos, sendo que a incidência em jogadores vacinados é de 0,3% contra 2,2% entre não imunizados.

 

Diz trechos da carta oficial e que o blog teve acesso exclusivo: 

 

“Sua recusa em usar máscara também ocorreu logo após a equipe da liga fazer uma apresentação em 25 de agosto sobre os Protocolos COVID-19 da NFLNFLPA (os “Protocolos”), incluindo a exigência de uso de máscara e que jogadores não vacinados estão sujeitos a multas / disciplina por recusa usar uma máscara.  

 

Além disso, por carta datada de 27 de julho de 2021, você recebeu uma advertência por escrito por se recusar a usar máscara e foi especificamente informado de que “futuras violações dos Protocolos resultarão em maior disciplina, inclusive por conduta prejudicial”.  Ainda assim, como observado acima, você novamente se recusou a usar uma máscara nas instalações do clube.

 

Para jogadores que não estão totalmente vacinados contra COVID-19, como você, sua conduta é expressamente proibida pelos Protocolos. Novamente, sua conduta potencialmente comprometeu não apenas sua segurança, mas também a segurança de outras pessoas, bem como a capacidade da liga de garantir que o campo de treinamento do seu clube seja conduzido de maneira segura.

 

Os Protocolos estabelecem que a NFL pode impor disciplina a qualquer jogador que se envolver em uma conduta listada no Apêndice A dos Protocolos, para uma primeira infração, até o valor máximo especificado para cada tipo de conduta”.

 

Transpondo para o Brasil, o que vocês avaliam se isso acontecesse entre os clubes, federações, já que não existe nenhuma regulamentação por parte das autoridades brasileiras? Em outras palavras, não há delimitação de punição, por exemplo, multa ou suspensão?

 

Exemplos a seguir

 

Existem boas intenções, como as Federações Pernambucana e Cearense de Futebol, clubes como Náutico, Ceará e Fortaleza que fizeram adesão ao passaporte de vacinação mundialmente conhecido, o Chronus i-Passport, desenvolvido pela Startup franco-brasileira Mooh!Tech, nascida em 2016, no bairro do Recife, e que funciona como uma carteira de vacinação digital para funcionários, colaboradores e todo staff de tais instituições, além de empresas pelo Brasil.

 

A plataforma foi, inclusive, o passaporte de ingresso de profilaxia para a Super Bowl 2021, que aconteceu em fevereiro nos Estados Unidos.

 

Se todos fizessem sua parte, haveria sim um caminho a ser seguido. No caso da plataforma Chronus, a ferramenta associa o conceito de passaporte aos certificados de vacinação e profilaxia, nacional e internacional. A tecnologia também se aplica com cunho social, por viabilizar o cumprimento mais efetivo e seguro do planejamento desenvolvido pelas autoridades sanitárias, além de servir como contribuição pedagógica, influenciando boas práticas profiláticas e conscientização epidemiológica. 

 

Finalmente, se algo desse tipo acontecer aqui em Pernambuco, em todo o Brasil, não seria prudente a adesão de tais ferramentas que já estão comprovadamente em uso, testadas? Fica a pergunta.

 

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Luciana Leão

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