O novo varejo virou “figital”

Aloisio Sotero *

Quando em tempos outrora os grandes Centros de Distribuição (CDs) do mercado varejista e outros segmentos chegaram ao Brasil e o e-commerce andava em passos de tartaruga, toda a operação de logística de delivery era demorada. Hoje, no entanto, tudo mudou. Tudo virou “figital”, ou seja, o consumidor compra pelos aplicativos e a entrega é feita diretamente em sua casa, por meio de plataformas inteligentes e modais diferenciados, unindo o físico e o digital.

Com a mudança de hábito do consumidor brasileiro para as compras online – mesmo que ainda menor se comparado com outros países como os EUA e a China- , o modelo de negócio foi redesenhado e a aposta passou a ser o e-commerce.  Grandes varejistas brasileiros e multinacionais investiram em suas lojas virtuais e o conceito se solidificou. Uma revolução que só cresce em valores e inovações nos dias de hoje.

Sem falar no advento da pandemia que acelerou ainda mais esse processo. Em levantamento realizado pela Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) em nove países, incluindo o Brasil, constatou que a “pandemia da Covid-19 mudou o consumo online para sempre”… “acelerou a mudança para um mundo mais digital, transformando a maneira como o consumidor faz suas compras pela internet”.

Dados da consultoria Nielsen apontam que com a pandemia o comércio eletrônico teve um acréscimo de 39,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. E diz ainda o levantamento: as plataformas digitais passaram a representar 78% do varejo em e-commerce, sendo o marketplace um crescimento de 56% neste mesmo período pesquisado.

O movimento das vendas online cresceram, quer sejam nos restaurantes, lojas de roupas e acessórios, petshops, supermercados. Mas, no contraponto, as lojas físicas perderam vendas, pois todos os negócios seguiram uma tendência global : simplesmente deliveraram!. Mas, a logística deste novo varejo ainda precisava se aperfeiçoar nos novos tempos.

Como entregar tais produtos, pedidos, mercadorias, serviços em tempo hábil, eficiente, sem tanta burocracia e custos para ambos os lados: mercado e consumidor? Aí é onde entram os grandes inovadores do atual cenário do varejo mundial: a transformação digital por meio de plataformas inteligentes, em sua maioria terceirizada por empresas especializadas em delivery de última milha, ou em outras palavras, o “last mile”, conceito bem difundido na Europa e nos Estados Unidos.

No Brasil, grandes varejistas como o Magazine Luíza decidiram recentemente transformar parte de suas lojas físicas em pequenos centros de distribuição para atender a crescente demanda das vendas online, tudo via aplicativo. Pedido feito online em sua cidade e entrega rápida da loja para sua casa ou mesmo presencialmente ou o #figital (físico e digital).

Assim como o Magalu, o shopping RioMar também aderiu às plataformas de delivery direta e as lojas disponibilizam vários itens com apenas um toque no celular. Simples Assim!

No mesmo movimento, recentemente a empresa Mercado Livre, de origem argentina, resolveu mudar sua logística de entrega e comprou sua própria frota de aviões, com único objetivo: entregar mais produtos e de forma mais rápida.

Por trás desta logística estão as empresas “last mile” como a pernambucana SODE, a sertaneja Arcoverde Delivery, em Pernambuco. São aplicativos para comércio local direto dos estabelecimentos aos consumidores, o chamado entrega direta. Seria a etapa final de entrega de algo que foi comprado na internet, por isso é chamado também de última milha. Mas, para que o last mile ocorra de forma eficaz, sem problemas, é preciso manter comunicação constante com o entregador e com o cliente.

Estudo da Ebit | Nielsen, divulgado pelo E-Commerce Brasil, ressaltou que em 2019, portanto, antes da pandemia, a reclamação de grande parte dos consumidores brasileiros era por conta de 1 dia de atraso na entrega. Hoje, tal reclamação é com relação a poucas horas de atraso. Isso mostra como é importante se atentar ao last mile delivery e deve ser uma prioridade na sua empresa.

Investir em tecnologia e incluí-la em outras partes do processo de entrega vai fazer com que a empresa ganhe muito mais tempo. Então, para se adequar aos novos tempos, ao “novo normal”, é imprescindível usar ferramentas que melhorem ainda mais o relacionamento do seu cliente com sua loja virtual ou site. Isso faz toda diferença. O mundo virou #figital.

*Aloisio Sotero é professor de Finanças Corporativa, Designer de Negócios Digital e co-fundador da Escola Baex, Escola para Executivos

Link para matéria > https://www.cbnrecife.com/movimentoeconomico/artigo/artigo-o-novo-varejo-e-figital

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