Brasil registra superavit na balança comercial e Pernambuco atinge volume histórico em exportações

Em meio à desaceleração em curso da economia mundial, pelo menos, em junho, a balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 8,814 bilhões, segundo o balanço da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. O superavit acontece quando as exportações superaram as importações. As exportações somaram US$ 32,7 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 23,9 bilhões.

Segundo análise Comex LIDE Pernambuco, realizada pelo consultor empresarial e embaixador para o tema no LIDE, Maurício Laranjeira, em parceria com a Ray Consulting, Pernambuco atingiu, em junho de 2022, o segundo maior valor exportado para um único mês desde o começo da série histórica, em 1997, perdendo apenas para o mês de março de 2018, quando o estado exportou por volta de 314 milhões de dólares.

 

Os 292 milhões de dólares exportados no mês são 78% maiores que os números registrados no mesmo mês do ano passado, e no total do primeiro semestre nossas exportações ultrapassam em 28,61% o valor do mesmo período do ano anterior.

“No mês de junho observa-se a continuidade do grande destaque nas exportações de “fuel oil” – óleo combustível – , produto que vem dominando nossa pauta exportadora há meses consecutivos, mantendo uma grande dianteira em relação aos demais, com cerca de 40% de tudo que exportamos em 2022”, analisa Laranjeira.

A resina PET, produzida no Complexo Industrial de Suape, juntamente com os veículos, açúcares, outros derivados de petróleo e as mangas formam os 10 principais produtos exportados pelo estado no primeiro semestre de 2022, na já conhecida alternância entre a  pauta clássica e a nova pauta de exportação. “A junção dessas duas pautas é tradicional do estado e vem ganhando mercado após os diversos empreendimentos que se instalaram em Pernambuco nos últimos anos”, destaca o embaixador para o tema Comex, do LIDE Pernambuco.

Singapura é o principal destino

Em junho, Singapura permanece como principal destino das exportações pernambucanas, com a compra de “fuel oil” – óleo combustível -, que tem o país como principal comprador, recebendo cerca de 43% de tudo que o estado vendeu para o exterior em junho. A Argentina manteve-se em segundo lugar entre os destinos, assim como os Estados Unidos em terceiro. O Peru aparece na quarta posição, e dos 10 primeiros colocados, sete são países latinos.

Importação

Nas importações, Pernambuco segue com números que se destacam, e, também no primeiro semestre. “Importamos cerca de 26% a mais que em 2021. Tais valores aumentaram nossa corrente de comércio em 27%, e o déficit da balança em 24%”.

 

Com relação às importações, os derivados de petróleo continuam dominando a pauta, com forte destaque para propanos liquefeitos, querosene de aviação e óleo diesel, além da presença de veículos e suas partes, produtos químicos, painéis solares e alimentos, entre os trinta primeiros produtos importados. Por suas características de hub importador, muito devido à posição geográfica e benefícios fiscais, a pauta de importação continua muito ampla e diversificada.

Em junho, os Estados Unidos permanecem na liderança de origem de produtos importados por Pernambuco, com cerca de 36% de tudo o que compramos, seguidos por Argentina, Emirados Árabes e China e Itália, entre os cinco primeiros, com pautas atreladas à combustíveis, automóveis, energia, bens de consumo e partes de automóveis, além de trigo.

Nordeste

Com relação à região nordeste, Pernambuco aparece como o 4º estado em total de exportações, atrás da Bahia, do Maranhão e do Ceará, e em importações ocupa o 3º lugar, atrás de Bahia e do Maranhão.

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Luciana Leão

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