Artista brasileira une arte e tecnologia em 1a Vernissage com NFTs

A artista plástica Vanessa Meyer, mineira,  radicada em São Paulo, segue a tendência da cultura do Metaverso em eternizar e tokenizar obras de artes e torna-se a primeira no Brasil a realizar um vernissage em NFT´s – tokens não fungíveis em parceria com a startup franco-brasileira Mooh!Tech.

A série Entropica é uma obra composta por cinco conjunto de quadros que expressam, de forma abstrata, a realidade dos moradores de ruas do centro de São Paulo, intitulados de: Nos Trilhos, As Lona, Identidade, Frenética e Movimento dos Beco. Toda a série, num total de 16 quadros, vários em grandes dimensões físicas, têm o preto, cinza, amarelo, azul, vermelho e branco compondo a paleta de cores.

A escolha da artista brasileira em realizar seu vernissage através de NFT´s demonstra sua sensibilidade em “enxergar além, ao unir tecnologia à arte”, avalia o CEO da Mooh!Tech, Everton Cruz, idealizador da plataforma Chronus Arts.

Como adquirir

Quadro de Vanessa Meyer com uso de NFT´s, projeto coletivo da artista e a startup Mooh!Tech . Foto: Flavio Teperman

Ao adquirir uma obra, o comprador levará para casa uma peça exclusiva, certificada pelo NFT, além de uma experiência imersiva com a artista. Uma outra opção será comprar uma fração de obras compartilhadas, sobre as quais os compradores terão direitos monetários, possibilitando às pessoas a posse da versão digital da tela escolhida.

O vanguardismo do vernissage Entropica alia-se ao espírito da startup franco-brasileira Mooh!Tech na busca do desenvolvimento de smart cities, com alternativas ágeis e eficazes para diminuir a desigualdade, trazendo abrangência e efetiva utilidade social.

“A plataforma Chronus Arts é parte dessas alternativas, abrindo a todos um mercado que, antes, era para poucos, com o que há de mais moderno e seguro na tecnologia digital”, acrescenta Cruz.

 Saiba Mais : Os pilares da tecnologia NFT´s e a Web 3.0

Mais visibilidade, acesso e empatia socioambiental

Outros pontos importantes da iniciativa são contribuir com o aprimoramento dos processos de divulgação, venda e análise financeira de uma obra de arte. Também proporciona maior visibilidade a artistas talentosos que não conseguem alcançar um reconhecimento nacional, através da possibilidade de disponibilizarem suas obras dentro da plataforma.

A artista plástica Vanessa Meyer

Acreditamos e trabalhamos para que toda tecnologia seja utilizada de forma a proporcionar ações que tragam melhor qualidade de vida às pessoas. A democratização dos NFTs é um longo passo para uma apropriação generalizada do conceito”, comenta Vanessa Meyer.

Seu vernissage Entropica pensa “fora da caixa”, oferecendo um modelo único, passível de customização e não encontrado em marketplaces tradicionais, tendo como objetivo, tornar-se ícone no mundo da arte física e digital.

O projeto vai mais além porque inova na importância socioambiental. “Entropica possui através de seu formato comercial por meio dos NFT´s a certificação zero emissão de carbono”, revela a artista. Ainda terá parte da renda destinada para a Associação Senhor Bom Jesus dos Passos (SASBJP), que cuida da população, com atenção especial as mulheres em situação de vulnerabilidade nas ruas de São Paulo.

Valores e edições

Quadros abstratos compõem a arte de Vanessa Meyer em Entropica. Foto: Flavio Teperman

Serão colocados à venda dois tipos de NFT´s: uma edição exclusiva de 11 exemplares da obra física da artista, com preços que variam entre 10 e 25 mil reais, na qual NFTs serão utilizados como certificações.

Um segundo modelo democratiza o acesso à cultura e a ativos financeiros digitais, pela posse compartilhada de uma obra de arte através da tecnologia NFT, com frações da obra, adquiridas a um valor inicial de R$ 3.000 cada.

A edição exclusiva dos NFTs permitirá que seus titulares ganhem visitas físicas ao ateliê da artista, dentro do projeto em desenvolvimento “Fazenda das Artes”. Os proprietários de obras classificadas como super exclusivas terão não apenas a oportunidade de conhecer o ateliê como, também, a própria artista, quando receberão uma réplica ou desenho numerado, assinados por ela.

“Os NFTs permitem aos artistas eliminarem os intermediários, pois eles não são bem-vindos no universo de blockchain, mesmo às vezes agregando valor, já que não é legítimo que recebam mais do que aquele que cria”, opina Everton Cruz.

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Luciana Leão

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