5G ainda não decolou no Brasil

Apesar de já estar presente em 315 cidades pelo País, o que representa uma estimativa de 10 milhões de usuários, de acordo com o Sindicato das Empresas de Telecomunicações e Conectividade (Conexis), a tecnologia 5G se expandiu muito abaixo do que poderia, após completar um ano, e a conectividade ainda não corresponde às expectativas para quem a possui.

Existem dificuldades tanto no quesito burocracia quanto operacional relacionadas às operadoras frente à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ativar o sinal.

Ruy Rede é CEO da BTTECH, uma lawtech fundada pelos mesmos sócios do BTLAW, escritório com mais de 70 anos de atuação. Foto: Divulgação

Segundo o especialista em Tecnologia e CEO da BTTECH, Ruy Rede, ocorreram muitas propagandas que, por consequência, geram expectativas dos usuários. “O consumidor final vive os problemas de conexão e queda de linha. Talvez o lado de games tenha sentido melhor este avanço, mas ainda há muito a se fazer para que a tecnologia tenha seu aproveitamento”, avalia.

Cenário para 2023

A expectativa é de que o número de pessoas aumente ainda mais durante este ano, pois 1.610 municípios já receberam autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ativar o sinal.Porém, a ativação depende de as operadoras implantarem os equipamentos e fazerem o pedido junto ao órgão. 

O CEO da BTTECH vai mais além e destaca que as companhias de telefonia não têm um incentivo financeiro para acelerar esses processos. Com isso, querem acentuar os investimentos feitos nas tecnologias anteriores.

“As empresas ainda não descobriram a fórmula ideal para transformar essas novidades (do 5G) em margem de lucro. O pensamento não está errado, mas atrasa o processo de chegada da tecnologia às mãos do cliente final”, analisa.

Economicamente viável

Ruy afirma que, apesar de empolgante, a tecnologia precisa ser útil e economicamente viável para se manter. Por isso, há a necessidade de se criar novos produtos voltados para a tecnologia.

“Já existem telefones e outros produtos de IoT (conectados à internet) suficientes no mercado para que as empresas criem novos serviços e produtos baseados nessa nova realidade. Há demanda para absorver a criatividade de muitas coisas que os usuários finais sequer imaginam a existência”, ressalta o especialista.

Agentes inovadores e inventores

O CEO da BTTECH acrescenta que o 5G abriu possibilidades, no entanto, ainda aguarda agentes inovadores e até mesmo inventores de produtos para a nova tecnologia. Para ele, esses personagens farão com que a utilização da tecnologia aconteça numa rapidez típica dessa geração tecnológica.

“Se olharmos a história, o telefone levou mais de 50 anos para atingir 50 milhões de usuários e a internet um pouco mais de 3 anos. A diferença do mundo atual é enorme e agora a expectativa é que tudo aconteça na velocidade do 5G”.

 

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Luciana Leão

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