Queimadas sofrem queda na Amazônia, diz INPE

Em data que se comemora o Dia da Amazônia, nesta terça-feira (5), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulga que as queimadas em Agosto sofreram reduções em relação às últimas décadas.

Segundo o Programa de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais por Satélites do INPE, foi o segundo mês consecutivo com queda. Foram 17 mil focos de calor no mês passado, quantidade 47,5% menor que a registrada no mesmo mês em 2022.

O estado que mais registrou queimadas foi o Pará, com 6.725 focos, seguido do Amazonas (5.474 focos), Mato Grosso (2.626), Rondônia (1.715) e Acre (1.388).

Em matéria no portal G1, no Amazonas, houve queda de 32,55% no número de focos de calor em agosto, mesmo que no primeiro dia deste mês foram registrados diversos pontos de queimadas em Autazes e no sul de Careiro da Várzea.

Alerta

Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia sofre com diversas ações praticadas pelo ser humano, como o desmatamento, o garimpo ilegal, a grilagem de terras. Nesta terça-feira (5), Dia da Amazônia, organizações lembram a urgência de preservação desse bioma, principal floresta tropical do mundo.

Com extensão aproximada de 421 milhões de hectares, a Amazônia representa um terço das florestas tropicais do mundo. A região é responsável por vários processos climáticos, a exemplo da evaporação e transpiração da floresta, que ajudam a manter o equilíbrio do clima e a manutenção dos estoques de água doce. Além disso, abriga mais da metade da biodiversidade do planeta.

Dados do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mostram que 224 espécies da fauna na Amazônia estão sofrendo algum tipo de ameaça e pelo menos uma já foi considerada extinta. São 139 espécies categorizadas como “vulnerável”; 48 “em perigo”; e 38 “criticamente em perigo”.

Animais em risco

Entre os animais em risco estão o peixe-boi-da-amazônia, tamanduá-bandeira, a onça-pintada, ararajuba e a anta, classificados como “vulneráveis”. Já espécies de peixe, como Acari, estão “criticamente em perigo”.

Líder indígena avalia que data não é para comemorar e sim fazer uma reflexão sobre a importância da preservação do bioma. Foto: Raimundo Vasconcelos – Agência Brasil

Para o coordenador-geral das Organizações Indígenas da Amazônia, (Coiab), Toya Manchineri, o Dia da Amazônia é de luta e reflexão. Coordenando mais de 70 organizações indígenas, Toya afirmou que, neste ano, ainda não há muito a comemorar por causa do avanço do desmatamento, do garimpo ilegal e das ameaças aos povos indígenas e tradicionais no governo Jair Bolsonaro.

“É um dia especial de luta e que não tem nada para comemorar, principalmente se pegarmos os dados produzidos pela agência de pesquisa, que são do governo passado. Aí há uma destruição em massa da floresta, do bioma e uma onda crescente de assassinatos e perseguição aos povos indígenas, quilombolas e extrativistas”, disse a liderança indígena à Agência Brasil. “O dia 5 é para fazermos uma reflexão sobre como podemos parar com esses assassinatos e a perseguição aos povos que vivem na floresta. Então, é um momento de reflexão e não de comemoração”, ressaltou.

Please follow and like us:

Redacao EJ

Leia mais →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 + sete =

Twitter
Visit Us
Follow Me
LinkedIn
Share
Instagram