A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, tomou posse nesta quarta-feira (4). Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, ela afirmou que o Brasil tem como meta recuperar 12 milhões de hectares de áreas degradadas.
“Em vez de destruir e contaminar, será reflorestar e recuperar áreas degradadas. O Brasil honrará todos seus compromissos nacionais e internacionais. Não faremos transição energética da noite para o dia. Não faremos economia de baixo carbono da noite para o dia. Se as pessoas querem produtos de base sustentável, aqui será o endereço. Só os negacionistas não reconhecem a agenda ambiental”, disse.
A ambientalista retorna ao MMA depois de 15 anos. Ela comandou o ministério entre 2003 e 2005, também durante o governo do presidente Lula (PT), de quem havia se distanciado. Ela voltou a se unir ao PT contra Bolsonaro no ano passado.
‘Boiadas se passaram no lugar onde deveriam passar apenas políticas de proteção ambiental. O estrago só não foi maior porque as organizações da sociedade, os servidores públicos, vários parlamentares, o Ministério Público e a alta corte do poder judiciário se somaram em defesa do meio ambiente”, reforçou Marina, em seu discurso.
As principais decisões:
- Criar a Secretaria Extraordinária do Combate ao Desmatamento
- Criar a Autoridade Nacional de Mudança Climática, sob o MMA
- Criar o Conselho de Segurança do Clima, controlado por Lula, com participação dos ministérios
- Redesenhar o comitê ministerial para implementar política nacional do clima
- Inaugurar o Departamento de Proteção e Defesa dos Direitos Animais
Mercosul e União Europeia
A nova ministra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse também que defenderá e atuará internamente para que o Brasil consiga finalizar o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia (UE).
Após 20 anos de costura, o tratado foi fechado entre os blocos durante o governo de Jair Bolsonaro. Precisa, no entanto, ainda ser ratificado pelos parlamentos da UE e do bloco do Sul.
Nesta quarta-feira Marina disse que precisará do apoio de outros países com recursos financeiros e ajuda de várias áreas para tornar as questões ambientais algo possível para o Brasil.
Alegando descontentamento com a coordenação do Brasil em relação à área ambiental, o processo travou na Europa. Para interlocutores do governo de Bolsonaro, no entanto, essa questão era usada apenas como uma cortina de fumaça para que os países do continente, em especial a França, mantivessem políticas agrícolas protecionistas em seus países.
No fim do ano passado, após a vitória de Lula, a UE se mostrou disposta a formalizar um documento extra ao acordo com o compromisso do Brasil de avançar no combate ao desmatamento para voltar a agilizar o processo. A avaliação é de que se trata de um tema que não terá respostas rápidas.
*Com informações do MMA, UOL e GZH




