Estudo da FIEC aponta Pernambuco como líder em inovação no Nordeste

Índice da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) de 2021 apontou que Pernambuco figura como líder em inovação entre os nove estados nordestinos. A análise da FIEC analisou capacidades e resultados dos estados brasileiros no processo de inovação.

A publicação, do Observatório da Indústria, da FIEC, tem o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e traz informações estratégicas que revelam o nível de inovação nas cinco regiões brasileiras.

Nacional e regional

De acordo com o estudo da FIEC, Pernambuco continua sendo o estado mais inovador na Região Nordeste. Ceará ocupa a segunda posição seguido do Rio Grande do Norte.

No ranking nacional, destacam-se: Pernambuco ficou na 10ª posição, Ceará (11º), Rio Grande do Norte (13º), Bahia (14º), Paraíba (15º), Sergipe (16º), Maranhão (22º),  Piauí (24º), Alagoas ( 26ª).

No Centro-Oeste, os melhores colocados foram o Distrito Federal (7º) e Goiás (12º). Apesar dos empecilhos à inovação que o Norte sofre, o estado do Amazonas se mostra um líder na região, sendo o oitavo estado mais inovador do país.

São Paulo foi apontado, mais uma vez, como o estado mais inovador do Brasil, posição que ocupa desde a primeira edição do Índice. Santa Catarina e Rio Grande do Sul aparecem na segunda e terceira colocação, respectivamente.

O índice mensura aspectos multidimensionais do processo de inovação e promove um verdadeiro raio-x de como cada Estado brasileiro se posiciona em diferentes aspectos do processo inovador. O objetivo é identificar lacunas e direcionar políticas para a melhoria e o desenvolvimento dos diferentes aspectos do ecossistema de inovação no Brasil.

Áreas analisadas

O índice está dividido em duas áreas: capacidades e resultados. O Índice de Capacidades mede quatro aspectos: capital humano, infraestrutura de telecomunicações, investimento público em ciência e tecnologia e a inserção de mestres e doutores na indústria.

De acordo com o levantamento, Pernambuco ocupa a primeira posição no Nordeste e o 12º lugar geral entre os Estados da federação, na dimensão capacidades (mantendo a mesma posição do índice anterior). O Ceará, ocupa a 9ª posição em capacidades e o Rio Grande do Norte, a 11ª colocação.

Resultados

Já o Índice de Resultados é formado por quatro indicadores: propriedade intelectual, produção científica, competitividade global em setores tecnológicos e intensidade tecnológica da estrutura produtiva.

Nessa dimensão, Pernambuco assumiu a 8ª posição em resultados. Bahia ocupa a 11ª posição (perdendo uma posição) e o  Rio Grande do Norte, a 13ª posição, ganhando três posições em relação ao índice anterior.

A região com maior inovação é a Sudeste, seguida da região Sul. Já a região Norte apresentou, em média, os resultados mais baixos nos aspectos avaliados, tendo Acre, Amapá e Tocantins entre os 5 estados com os
piores resultados no ranking geral.

O Nordeste aparece em terceiro lugar entre as regiões. O Sudeste é a região com melhores Capacidades e Resultados. Enquanto isso, a região Norte fica na última colocação nas duas dimensões.

Estamos orgulhosos de, mesmo durante um período de crise econômica e sanitária, seguir sendo um dos Estados mais atrativos para novos negócios inovadores. Isso significa que conseguimos firmar as bases para criar mais desenvolvimento e oportunidade em Pernambuco”, avaliou o governador Paulo Câmara.

No levantamento, Pernambuco foi destaque também com o 3º lugar em competitividade global e os 8º lugares em capital humano (pós-graduação) e em inserção de mestres e doutores. Ainda segundo o Índice FIEC, um melhor posicionamento em resultados do que em capacidades aponta para um maior aproveitamento das potencialidades do Estado e mais efetividade de inovação.

“Este resultado reflete o esforço do Governo do Estado, que nos últimos anos vem fazendo grandes investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação, em todas as Regiões de Desenvolvimento do Estado”, comemora o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fernando Jucá.

Para ler o estudo completo acesse> https://arquivos.sfiec.org.br/sfiec/files/files/Indice(1).pdf

*Com informações da SEI/PE e FIEC/CE

 

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Luciana Leão

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