BNDES financia implantação de quatro parques eólicos no RN com R$ 907 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um total de R$ 907 milhões em financiamentos para a Casa dos Ventos implantar quatro parques eólicos no Rio Grande do Norte: Ventos de Santa Luzia 11, 12 e 13 e Ventos de Santo Antônio 1.

Com capacidade instalada total de 202,5 MW, os empreendimentos formarão o Complexo Eólico Umari, localizado nos municípios de Monte das Gameleiras, São José do Campestre e Serra de São Bento.

De acordo com estimativa da Casa dos Ventos, a geração de energia decorrente do projeto será suficiente para atender cerca de 500 mil domicílios. Por se tratar de fonte renovável e limpa, também contribuirá para a redução de emissões de gases de efeito estufa. A energia gerada do Complexo Eólico Umari evitará a emissão de cerca de 522 mil toneladas de CO2 por ano, o equivalente a aproximadamente 2,4 milhões de árvores plantadas.

“Estamos muito perto de uma catástrofe ambiental sem retorno e com a volta do protagonismo do Brasil no concerto das nações, temos a condição de liderar o processo global de transição energética para uma base limpa, renovável e sustentável” declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Mercadante destacou ainda que as aprovações de financiamento do BNDES a usinas eólicas correspondem a 75% da capacidade instalada da fonte no país. No caso de solares, essa cifra é de 38%.

Os financiamentos correspondem a 69% dos investimentos totais previstos — R$ 1,315 bilhão. Os recursos serão empregados principalmente na aquisição e instalação de aerogeradores e na realização de obras civis, além da implantação de sistema de transmissão associado ao projeto.

Desenvolvimento regional

Durante o período de construção dos parques, estima-se que sejam gerados cerca de mil empregos. As obras começaram em setembro de 2022 e a previsão é que todo o complexo entre em operação comercial plena em agosto de 2024.

“Além de ajudar a diversificar a matriz energética brasileira com uma fonte limpa e renovável, esse projeto também tem o mérito de contribuir para o desenvolvimento e a manutenção da cadeia de fornecedores de aerogeradores estabelecida no país, indústria de alto valor agregado”, explica a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

“Também contribui para o desenvolvimento regional, ao gerar empregos para as comunidades onde os parques eólicos serão instalados, e ao ajudar a dinamizar a economia local, com aumento da renda familiar da população no entorno, através do arrendamento das terras onde serão implantados os parques.”

Para o diretor-executivo da Casa dos Ventos, Lucas Araripe, os efeitos do investimento serão multiplicadores na economia local. “O apoio do BNDES tem sido fundamental para avançarmos com investimentos que, além de colaborar com a transição energética do país, geram impacto socioeconômico positivo em regiões pouco desenvolvidas”, complementa.

Segundo estudos da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o índice de desenvolvimento humano de municípios que recebem projetos eólicos tem crescimento médio 20% superior em comparação aos demais.

Equação financeira e join venture

Cada um dos parques eólicos tem como proprietário uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) diferente. As quatro SPEs são controladas pela CDV Holding S.A., uma joint venture entre a brasileira Casa dos Ventos e o grupo francês TotalEnergies.

A Casa dos Ventos é uma empresa brasileira de energia que desenvolve, constrói e opera projetos de geração de energia a partir de fontes renováveis. Responsável pela maior campanha de medição de ventos já empreendida no mundo, a empresa desenvolveu um em cada quatro dos projetos eólicos em operação no Brasil.

Para avançar em sua posição de relevância no setor, a Casa dos Ventos conta com o maior portfólio de projetos eólicos e solares do país, com aproximadamente 20 GW de capacidade. A companhia também é líder em oferecer soluções customizadas para apoiar a transição energética de grandes consumidores. Recentemente, a Casa dos Ventos anunciou uma joint venture com a TotalEnergies (TTE) para desenvolver, construir e operar em conjunto o portfólio renovável no Brasil, incluindo projetos de hidrogênio e amônia verde.

A Casa dos Ventos é signatária do Pacto Global da ONU e trabalha de forma alinhada com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as melhores práticas de ESG, preservando os biomas locais, desenvolvendo projetos sociais nas comunidades em que está presente e contribuindo para uma economia de baixo carbono.

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Redacao EJ

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