Produção de Mel no combate à desertificação da Caatinga em Pernambuco

As abelhas são insetos essenciais para a preservação da humanidade e do meio ambiente,  sendo responsáveis pela polinização de 80% de todas as culturas vegetais no mundo, ou seja, não existiriam frutas, verduras ou outro alimento sem o trabalho das abelhas.

Em Pernambuco, as abelhas são importantes agentes na preservação da Caatinga. A desertificação do semiárido devido às alterações climáticas vem castigando as populações que vivem no sertão pernambucano.

Com o intuito de mitigar essas consequências, a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE) desenvolveu o “Projeto de Implantação de Módulos de Manejo Sustentável da Agrobiodiversidade para o Combate à Desertificação no Semiárido Pernambucano”, viabilizado pelo Fundo Nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Onde o projeto acontece

O projeto, que foi iniciado em 2011, atuou em cinco eixos e em 12 municípios localizados próximos à Unidades de Conservação do bioma da Caatinga. Entre as principais ações estão: a construção de poços artesianos (segurança hídrica), a criação de unidades produtivas (segurança alimentar), a construção de fogões ecológicos (segurança energética) e a construção de banheiros com fossa (saneamento básico).

Os municípios de Parnamirim, de Carnaíba, de Serrita e de Santa Cruz da Venerada foram contemplados com a construção de unidades de beneficiamento de mel e derivados. Também houve a entrega de materiais apícolas, como mesa desoperculadora, centrífuga, decantadores, colmeias, macacões, luvas e fumigadores.

“Percebemos que muitas famílias, sendo o grande maioria de agricultores, continuam preservando a Caatinga e zelando pelas unidades produtivas de mel. O que nos dá esperança de que a Caatinga não vai ser extinta”, conta Flávio Lustosa, técnico em Agropecuária da UFPE e especialista em abelhas.

A iniciativa agregou valor ao produto comercializado dentro das próprias comunidades. “Em Parnamirim, por exemplo, temos duas unidades em pleno funcionamento. Os moradores ainda estão trabalhando lá, inclusive idosos, que repassam os cuidados do manejo com as abelhas para que a atividade não se acabe”, ressalta Flávio Lustosa.

*Foto: Tarciso Augusto/Gcom Semas-PE

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Redacao EJ

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