Caramujos da espécie Achatina fulica, mais conhecido como caramujo africano estão sendo retirados em grande quantidade por equipes da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, em Pernambuco, desde segunda-feira (29).
Nos últimos dias, a espécie foi encontrada em grande quantidade próxima à faixa de areia e também grudados em equipamentos de ginástica que ficam na calçada, no bairro de Boa Viagem, no entorno do segundo jardim.
Para especialistas, a presença traz um alerta para as pessoas que ali transitam, já que o caracol transmite doenças, pois são hospedeiros de um verme que pode causar uma meningite chamada meningite eosinofílica.
Outra doença causada pelo molusco é a angiostrongilíase abdominal, transmitida pelo caramujo gigante africano infectado pelo parasita Angiostrongylus costaricensis que, ao entrar no organismo das pessoas pode levar a sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, vômitos e febre, por exemplo.
A transmissão dos vermes se dá na mucosa que o caramujo libera para se locomover, pois é nela que o parasita fica alojado e pode ser transmitido em contato com a pele.
Os caramujos-gigantes-africanos podem parecer animais lentos e inofensivos, ou até mesmo apetitosos para alguns. Mas, na verdade, são “um dos caracóis mais nocivos do mundo e um risco potencial para a saúde humana”, informam as autoridades.
A espécie veio da África para o Brasil ilegalmente no início da década de 1980 para serem servidos como escargot. Mas não tiveram boa aceitação e foram descartados.
Entretanto, a espécie se adaptou bem ao clima brasileiro e começou a se reproduzir rapidamente, principalmente pela fartura de alimentos e falta de predadores naturais. A Fundação Oswaldo Cruz diz que os caramujos africanos estão presentes em quase todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.




