Desmatamento acumulado passa dos 9 mil km² em 2022

De janeiro a setembro, a área de floresta amazônica derrubada atingiu 9.069 km², o que corresponde a quase oito vezes a cidade do Rio de Janeiro.

Foi a maior devastação em 15 anos, desde que o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) implantou seu Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) para a Amazônia Legal, em 2008.

Além disso, foi a quinta vez consecutiva em que a derrubada atingiu o pior patamar dos últimos 15 anos, entre janeiro e setembro. Durante uma década, de 2008 a 2017, o desmate acumulado no período se manteve abaixo dos 3.500 km².

“Esses altos níveis de destruição não só ameaçam a biodiversidade e os povos e comunidades tradicionais, mas afetam também a vida de toda a população brasileira. A derrubada da floresta impacta no aumento das emissões dos gases do efeito estufa, que são os grandes responsáveis pela mudança climática e pelos eventos extremos”, explica a pesquisadora do Imazon Bianca Santos.

Além do desmatamento, que é a retirada total da vegetação, a degradação florestal causada pelas queimadas e pela extração de madeira aumentou 359% na Amazônia. A área afetada por esse dano ambiental passou de 1.137 km² em setembro de 2021 para 5.214 km² no mesmo mês deste ano. Ou seja: um crescimento de quase cinco vezes. Além disso, esse foi o sexto mês consecutivo em que a degradação aumentou.

Grande parte das áreas degradadas na floresta amazônica em setembro estão relacionadas às queimadas, que oferecem risco à saúde pública. Diversos estudos as associam com o aumento dos problemas respiratórios e não só na população amazônica, pois a fumaça das queimadas pode chegar a outras regiões do país”, acrescenta Bianca.

Em setembro, apenas dois estados concentraram 96% da área degradada na Amazônia: Mato Grosso, com 3.865 km² afetados (74%), e Pará, com 1.127 km² (22%).

Já em relação ao desmatamento, apenas em setembro foram destruídos 1.126 km² de floresta na Amazônia, o que equivale a mais de três vezes o tamanho de Belo Horizonte. Esse foi o terceiro pior setembro em 15 anos, ficando atrás apenas de 2021 e 2020.

Fonte: www.imazon.org.br

 

 

 

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Redacao EJ

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