O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), concluiu a estimativa da taxa de desmatamento na Amazônia Legal Brasileira (ALB). O valor estimado do desmatamento no período de 01 agosto de 2021 a 31 julho de 2022 foi de 11.568 km2.
Apesar de o valor representar uma redução de 11,27 % em relação à taxa de desmatamento consolidada pelo PRODES 2021, que foi de 13.038 km2 para os nove Estados da ALB, o Observatório do Clima, organização Não Governamental, aponta que o “atual Governo Federal, em quatro anos, foi responsável por um aumento de 59,5% da taxa de desmatamento na Amazônia em relação aos quatro anos anteriores (governos Dilma e Temer)”.
_É a maior alta percentual num mandato presidencial desde o início das medições por satélite, em 1988_.
Estados que lideram desmatamento
Os estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia correspondem a 87,89% do desmatamento estimado na ALB. Esta estimativa é fruto do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES).
O mapeamento do PRODES é feito com base em imagens dos satélites Landsat‐8 e Landsat‐9 (sensor OLI), ou, no caso de indisponibilidade de imagem OLI com baixa cobertura de nuvem, Sentinel‐2 (sensor MSI). São registradas e quantificadas as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares.
O PRODES considera como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso ou o estágio final de uma degradação progressiva da floresta em que há a perda completa do dossel, independentemente da futura utilização destas áreas.
O Amazonas é o único estado da ALB que apresentou aumento de desmatamento (13,05 %). O Amapá apresentou o maior percentual de redução de desmatamento (‐64,71 %). “Deve‐se ressaltar que, embora o Pará tenha tido redução de 20,94 %, este estado permanece como o maior contribuinte absoluto de desmatamento, com 4.141 km² em 2022”, diz trechos do documento do PRODES.
*Com informações do INPE




